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Alberto – “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus”

Enviado por admin em quinta-feira, 8 março 20072 comentários

Gostaria de agradecer a Deus por ter tanta paciência comigo, pois ele busca os enfermos e não os saudáveis, como Jesus Cristo disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” (Mt 9:12). Gostaria de dar graças, ainda, porque o Senhor usou de sua misericórdia comigo e me atraiu de forma mansa, mostrando-me seu eterno amor. De longe me deixou ver o Senhor, dizendo: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr. 31:3).

Meu testemunho vem de muita cobiça, luxúria, milhares de coisas que o mundo oferece, mas sempre deixam um vazio que somente Deus pode preencher.

Meu primeiro contato com DEUS foi através de uma amiga que me chamou para participar de um grupo de oração no colégio Santa Cecília. Creio que ela foi um anjo enviado por Deus para levar-me para junto d’Ele. A palavra de Deus afirma que os anjos estão ao nosso redor e que podemos inclusive hospedar anjos em nossa casa, sem sabermos. Diz assim o livro de Hebreus 13,2: “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos”.

O grupo de oração era uma vez por semana, não tinha ministérios, era apenas uma sala de aula e a nossa orientadora era uma freira que se chamava irmã Sandra. Durante esse período eu era muito infantil e Deus soube plantar sua semente naquele menino.

Com o passar do tempo fui me afastando, pois as amizades não eram as mesmas. Comecei a sair muito, pois desde cedo trabalhei e sempre tinha um dinheirinho para curtir. Passei a beber e sair todos os finais de semana. Em uma dessas saídas conheci uma menina diferente de todas as outras. Parecia que ela não fazia parte daquele mundo, pois de todas foi a única que me convidou para ir à missa.

Decidimos namorar e então entrei no meu primeiro grupo de oração, que se chama Grão de Trigo. Apesar de mal pisar lá, todos os domingos eu estava na missa.

O namoro acabou e ai o “encardido”, como diz o Padre Léo, soube usar o término da melhor forma possível. As amizades apareceram e as viagens também. Em uma vaquejada, conheci o segundo anjo que me levou para perto de Deus, foi aí que fiz meu primeiro Seminário de Vida no Espírito Santo e agradeço ao Pai por ter derramado muitos dons na minha vida.

No entanto, depois de algum tempo meu coração se petrificou novamente, comecei a crescer financeiramente e fazer amizades, pois sempre fui muito comunicativo. Em dezembro de 1999 conheci o terceiro anjo que me convidou para conhecer um grupo que ficava perto da minha casa, o qual ainda não conhecia. Deus sabe o que faz, pois tinha certeza que se o Novo Caminho fosse distante, seria um bom motivo para desistir.

Quando cheguei no Novo Caminho, gostei logo de cara, pois era tudo que um playzinho queria: muita mulher bonita, muita gente simpática, e o melhor: sempre encontrava alguém do grupo nos locais mais bem freqüentados. Em 2001.1 fiz o meu segundo Seminário de Vida no Espírito Santo, mas foi uma pena pois não soube aproveitar aquele precioso momento.

Durante esse período, era tudo uma maravilha, mas o “encardido” começou a ficar insatisfeito e me tirou do grupo para eu começar a fazer coisas que até Deus duvida. Saí de casa e fui morar sozinho. Comecei no mundo de perdição total que envolvia garotas de programa, drogas e desvio de dinheiro. I Tm 6,9 diz: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição”. Minha vida não me pertencia mais, pois o meu Senhor era o dinheiro e tudo o que ele poderia comprar. Mais uma vez, a palavra de Deus trata desse assunto em Mt 6, 24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.

Foi aí que no começo de 2002 comecei a sentir algo diferente, como se eu estivesse sobre uma nuvem negra. Mas na verdade era o começo da minha conversão. Pedi, no começo do ano, que Deus tirasse tudo que me fazia mal. Neste momento, perdi tudo a que eu era apegado: como o emprego, o carro, mulheres e amigos. Na verdade, passei 2 meses sem sair de casa. Minha mãe dizia que era depressão e eu dizia que era encontro com Deus, pois foi nesse período que eu pude perceber que o homem velho estava morrendo e o homem novo estava apenas dando seus primeiros passos. Então encontrei o meu verdadeiro Senhor.

Minha vida se transformou. Eu não precisava comprar ninguém para ser feliz, pois a felicidade estava dentro do meu coração, no servir, no doar, e no amar. Esses são os três verbos que pronuncio na minha vida. Termino esse testemunho com tudo que faço com esses verbos, Faço Por Amor, amor a Deus e ao próximo como diz em Mt 12, 30-31: “O primeiro mandamento é Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”.

Alberto Wagner, Participante do Grupo Servus e membro do Ministério de Música da Comunidade Católica Missionária Um Novo Caminho.

2 comentários »

  • Maria Cristina said:

    Olá, Alberto
    Meu nome é Maria Cristina, sirvo em uma humilde capela em Campo Grande RJ. Seu testemunho me tocou, estou passando um uma tribulação matrimonial a Há nove anos, no momento me encontro separada e por providencia divina estou participando do seminário de vida no Espirito Santo com o meu esposo, se assim ainda posso dizer. Foi muito bom ler seu testemunho, pois eu creio que Deus tem o poder de transformar os corações atraves de suas palvras.Também acredito que a felicidade está dentro de cada um, principalmente quando servimos a Deus, Ele está sempre nos proporcionando meios para estarmos felizes, porque a felicidade não é sinonimo de não termos problemas e sim sentir a presença de Deus em cada momento de nossas vidas.

  • Dennes said:

    Alberto nada nessa vida acontece por acaso, ler o seu depoimento hoje me fez perceber o quanto eu estou me valendo de coisas materiais na minha vida. A angústia que sinto dentro do peito, o vazio que me consome é fruto de perspectivas de felicidade baseada em coisas materiais. Minha vida nesse momento encontra-se sem muito sentido. Como se nada preenchesse o vazio dentro de mim. Percebo que necessito muito que Deus entre com força no meu caminho e opere sobre minha vida…

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