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16/03 – Domingo – BÊNÇÃO DOS RAMOS – Evangelho – Mateus 21, 1-11 – “ o jumentinho livre”

Enviado por admin em domingo, 16 março 2008Sem comentários

“Desamarrai-o e trazei-o aqui” Esta é a ordem de Jesus para nós: o jumentinho é todo aquele que está preso, amarrado, amordaçado. O Senhor liberta-o e conta com Ele para que O leve, pelos caminhos conquistando as nações. Somos os jumentinhos que levamos Jesus ao mundo, mas precisamos ser humildes e não tentarmos aparecer mais do que Ele, pois assim fazendo corremos o risco de derrubá-lo para que nós mesmos estejamos em evidencia. – Você já fez a experiência de levar Jesus ao mundo? Como foi o seu desempenho: quem apareceu mais, Jesus ou você? – Você ainda se sente um jumentinho amarrado?

1ª. LEITURA – Isaías 50, 4-7 – “O Senhor Deus é o auxiliador” /

O profeta descreve para nós como são as atitudes do servo que é fiel ao projeto de Deus: ele está atento às orientações e ensinamentos do Senhor como um discípulo atencioso. Deus mesmo é quem o conduz e até enfrentando a fúria e a rebeldia dos inimigos permanece firme e não desanima. Servo é quem se compromete livremente com alguma pessoa no serviço desinteressado e abnegado, deixando-se reger por um condutor. Por isso, todos nós que nos dizemos servos e servas precisamos nos pôr a disposição do Espírito Santo que é quem nos inspira e conduz através de uma ou outra pessoa. Somos servos (as) de Deus quando prestamos serviço ao nosso próximo, por amor, não desviando o rosto, nem procurando esquivar-se das dificuldades e confiando em que o Senhor Deus é o nosso auxiliador e não sairemos humilhados (as). – De quem você tem sido servo (a)? – Você tem se deixado guiar por alguém? – Você tem enfrentado dificuldades no seu serviço ao próximo? – Quem lhe tem auxiliado? – Com quem você tem contado nas horas difíceis? Para você quem é o Servo perfeito? –

Salmo 21 – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”

Na liturgia de hoje nós acompanhamos os passos de Jesus na caminhada para o calvário. O salmista antecipa tudo o que Jesus iria passar durante o Seu martírio até o momento em que Ele sentiu-se abandonado pelo próprio Deus. Isso nos leva a pensar nos momentos em que nós também nos sentimos sem ninguém, vivendo a nossa dor, solitários no meio da multidão ao nosso redor. São momentos em que precisamos enfrentar o deserto tão necessário para o nosso crescimento. Mesmo assim, como Jesus, nós ainda temos força para dizer: “anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembléia hei de louvar-vos!” O Pai que sofre conosco mesmo sem percebermos, alegrar-se-á conosco com o nosso louvor.

2ª. leitura – Filipenses 2, 6-11 – “humilhado e exaltado”

Jesus esvaziou-se a si mesmo!” O que significará isso? Podemos fazer um paralelo com a nossa vida e entenderemos o Seu gesto de humildade: quantas vezes nós nos prevalecemos de qualquer coisa para sermos privilegiados e não passarmos por alguma situação de humilhação! “Você sabe com quem está falando?” Esse é o nosso primeiro argumento: queremos mostrar quem nós somos, o nosso status, poder, situação financeira, contanto que nos livremos da obediência ao tributo que nos é imposto. Jesus fez justamente o contrário e “humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Por isso Deus o exaltou acima de tudo, dando-lhe o Nome diante do qual todos nós devemos nos ajoelhar. – Você acha que a recompensa de ser exaltado mais adiante, compensa a vergonha de hoje ser humilhado? – Como você age quando passa por alguma situação vexatória no trânsito, nas repartições, nas filas de bancos, etc?

Evangelho – Mateus 26, 14–27,66 – “Paixão e morte de N.S.Jesus Cristo”

Hoje somos chamados (as) a rememorar história da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, como preparação para a nossa Semana Santa. Recordar esses momentos é contemplar a história da nossa salvação. Faça, portanto, a leitura atenciosa do longo trecho do Evangelho de hoje e reviva com Jesus os momentos da Sua Paixão e Morte. Faça uma reflexão silenciosa e profunda dos acontecimentos que antecederam a Paixão de Jesus, a Sua entrega no Getsêmani, quando sofreu a grande agonia e se rendeu à vontade do Pai. Contemple a dor de Jesus e de Sua Mãe Maria e coloque-se diante da Sua Cruz. Ofereça a Ele as suas dificuldades, suas dores, suas inquietações. O nosso sofrimento quando é colocado na Cruz de Jesus torna-se redentor e nos leva a experimentar a libertação e o consolo que não nos trazem entendimento, mas simplesmente a alegria de sofrer por amor a Ele. A Ele podemos dizer apenas: “Senhor, eu não entendo nada, mas mesmo assim confio em Vós!”

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