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CONHEÇA O APÓSTOLO PAULO

Escrito por helena em terça-feira, 3 março 20093 Comentário

 

   

 

VIDA DE SÃO PAULO

 

Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor. Descendente  de uma família de judeus da diáspora, isto é,  de fora da Palestina, ele pertencia  à tribo de Benjamim e  observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.  Os judeus da diáspora tinham geralmente dois nomes – um judaico e outro “inculturado”.  Assim, foi que os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo.  O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego.  Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.

 

Tarso, sua cidade natal, era o que se pode chamar de “cidade universitária”, famosa por abrigar filósofos importantes e foi lá que ele recebeu sua primeira educação religiosa tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés.  O fato de ter nascido numa grande cidade – supõe-se que Tarso tivesse 200 mil habitantes – é significativo em sua vida. Com efeito, Paulo se destacará como evangelizador das metrópoles com suas culturas.

 

 

A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém onde freqüenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral.

Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (Act 21,37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.

 

Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de fato a personalidade mais importante que conhecemos.

 

A característica principal de Paulo é sua abertura aos não-judeus a fim de levar-lhes o anúncio de Jesus Cristo.  

 

Paulo deu asas ao cristianismo na condição de pioneiro.

“Sou ministro de Jesus Cristo entre os pagãos, e a minha função sagrada é anunciar o evangelho de Deus, a fim de que os pagãos se tornem oferta aceita e santificada pelo Espírito Santo”

 

Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas:

Cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos.

Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios.

Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.

 

Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária.

 Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilômetros dos muros de Roma.

 

 

A CONVERSÃO  PAULO

 

Paulo, hebreu convicto, perseguia os cristãos porque os considerava como hereges, como uma seita contrária à verdadeira fé, que ameaçava a autoridade religiosa do judaísmo. Perseguindo os membros da Igreja, Paulo estava a perseguir Cristo que é a sua Cabeça. Ainda adolescente, portanto,  sem idade para poder apedrejar ele assistiu ao martírio do diácono Estêvão, o primeiro mártir da Igreja. (Atos  8,1).

 

 

 

No ano 35, quando Saulo tinha cerca de 30 anos, na sua luta contra os cristãos chefia um grupo que vai galopando para Damasco, com autorização dos sumos sacerdotes, para eliminar um grupo de cristãos e levar os seus chefes algemados para Jerusalém.  Paulo conta que no caminho, já próximo de Damasco, se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu e lhe apareceu Cristo Ressuscitado, que lhe disse: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» Saulo perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» A voz respondeu: «Eu sou Jesus a quem tu persegues. Agora levanta-te, entra na cidade e  aí te dirão o que deves fazer» (Atos 9,1-7).

 Após o diálogo com Cristo Ressuscitado, Paulo, de perseguidor dos cristãos torna-se um homem novo, o mais ardente missionário do Evangelho, que irá dedicar o resto da sua vida a Cristo, numa contínua identificação com Ele ao ponto de poder dizer: «Para mim viver é Cristo» (Fl 1-21); «Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.» (Gl 2,20)

 

 

Desde aquele momento começa para Paulo uma nova etapa da vida, uma grande aventura que o levará por montes, desertos, mares, aldeias e cidades do Mediterrâneo Oriental, e que terminará em Roma com o martírio.

 

 

CHAMADO POR DEUS

Ananias, sacerdote hebreu-cristão, faz a iniciação cristã de Paulo e administra-lhe o Batismo (Atos 9,18). Jesus, falando de Paulo, disse a Ananias: «Esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu Nome aos pagãos, os reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu Nome.» (Act 9,15-17)

 Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo. Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.

Depois de catequizado por Ananias, Paulo fez algumas tentativas missionárias entre os judeus que viviam em Damasco, mas passado pouco tempo teve de fugir e retirar-se durante algum tempo para o deserto da Arábia, situado entre o rio Jordão e o Eufrates. Paulo terá dedicado este tempo à sua formação, a interpretar em sentido cristão a leitura rabínica da Bíblia e as tradições religiosas de Israel.

 

Depois encontramo-lo novamente em Damasco «durante muitos dias» (Act 9,23) a pregar aos hebreus; mas as hostilidades, que vão aumentando contra ele, obrigam-no a fugir de noite, às escondidas.

Paulo decide então ir a Jerusalém para se encontrar com Pedro (Gl 1,19) e segundo esta mesma carta este primeiro tempo de atividade cristã de Paulo durará 3 anos, ou seja, até ao ano 38 d. C.

Em Jerusalém, não obstante a amizade de Pedro e de Barnabé, Paulo sofre a contínua hostilidade dos hebreus gregos e é aconselhado a regressar a Tarso, sua cidade natal (Atos 9,29s; Gl 1,21).
Uma aparição de Jesus no Templo de Jerusalém fez-lhe compreender claramente, naqueles dias, que deveria ser o Apóstolo dos gentios. (cf. Atos 22,17s)

 

No Concílio de Jerusalém Paulo recebe a missão de anunciar Jesus Cristo ao mundo pagão, a todos os povos (cf. Gl 2,7-9).  É a esta missão que ele vai dedicar toda a sua vida, animado por um apaixonado amor a Cristo.

 

Assim, Paulo vai anunciar o Evangelho nas grandes cidades do Mediterrâneo, e fundar Igrejas, comunidades de homens e mulheres, livres ou escravos, judeus, gregos ou gentios que crêem em Cristo, que O amam e observam os seus mandamentos.

A sua missão não é fácil. O seu passado de perseguidor da Igreja não lhe permite eliminar todas as suspeitas sobre a sua sinceridade e idoneidade. A sua vontade de procurar sempre o essencial da fé, choca com aqueles que querem misturar todas as religiões e criar novas exigências da Lei.

Perseguido pelos seus antigos colegas, tem de fugir para o deserto da Arábia para se encontrar com Deus e amadurecer a sua vocação.

 

 

·         Informações retiradas dos sites  http://www.saopauloapostolo.net/   http://www.paulinos.org.br/novo/

 

3 Comentários »

  • fabiane doprado flores said:

    peço proteçao de São Paulo na minha vida e saude, principalmente nos estudos

  • AMEL said:

    BRINCADEIRA O POVO PAGÃO! Ao invéz de pedir a Cristo, não! Pede a Paulo que tmbém é homem sujeito a pecado! Vai Ler Biblia!

  • Francisco Aragão said:

    Infelizmente esse é o entendimento dos fiéis da igreja em Tiatira mencionada no livro de Apocalipse e ao mesmo tempo combinando com a parábola do fermento, mencionada no evangelho de Mateus, cap. 13, versículo 33. Não tem jeito, será assim até o dia do juízo final.

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