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23/06 – 3ª feira

Enviado por helena em terça-feira, 23 junho 2009Sem comentários

Reflexão Pessoal - Gênesis 13, 2.5-18 - entre irmãos não há discórdia

 

A cada um de nós está reservado um “espaço” para que possamos realizar a nossa missão dentro do plano de Deus.    Recebemos de Deus, os dons, os bens e os talentos, armas necessárias para que nós ponhamos em prática o grande desafio da nossa vida que é o bom relacionamento entre nós e os nossos irmãos e irmãs.  Às vezes nós insistimos em querer mudar as pessoas que convivem conosco a fim de que elas tenham o mesmo pensamento que nós e lutamos para que permaneçamos juntos no mesmo ideal, tendo os mesmo objetivos. Por isso, surgem os conflitos de opiniões, as divergências que terminam em litígio, em separação dolorosa. No entanto, cada pessoa tem em si as riquezas pertinentes ao seu modo de ser e, por isso, devemos respeitar o pensamento e as opiniões. Além do mais dentro do plano de Deus cada um tem o seu lugar, a sua terra e o seu próprio quinhão. Viver em harmonia e em paz dentro da nossa realidade é o que deseja para nós, o Senhor. Nesse relato nós aprendemos com Abrão  a superar as diferenças que existem entre nós e as pessoas da nossa convivência. . Evitando discórdias com o seu sobrinho Lot, Abrão não se importou em colocar a sua disposição a terra que o Senhor lhe concedera. Portanto, podemos apreender com ele que, é melhor que nós cedamos para o outro uma parte do que nos foi dado, do que, apossados de tudo, nós vivamos em desarmonia e litígio com as pessoas que mais nós amamos. Assim também, nós devemos fazer, pois como diz a palavra: “Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos!” - Como é a sua relação com as pessoas que convivem com você? - Você insiste em querer mudá-las para que se adaptem ao seu modo de pensar e continuem convivendo? - Você é uma pessoa possessiva, ciumenta?- Você sabe dar o “seu ao seu dono”?

 

 

 

 

Salmo 14  – Senhor, quem morará em vosso monte santo?”

O salmista descreve as características dos que moram na casa do Senhor:”quem em nada prejudica o seu irmão; quem não empresta o seu dinheiro com usura, mas honra os que respeitam o Senhor e não se deixa subornar contra o inocente.” O desejo da nossa alma é morar no monte santo do Senhor, por isso nós buscamos a santidade e a justiça de Deus.  Porém, é nos nossos relacionamentos que nós demonstramos se estamos à procura do monte santo de Deus.   Se, assim estivermos vivendo jamais vacilaremos, estamos no caminho certo.

Evangelho – Mateus 7, 6.12-14 – “Não vulgarizar as coisas de Deus”

 

Toda a Sagrada Escritura, do Antigo ao Novo Testamento, revela ao mundo a vontade do Pai. A Palavra de Deus é o próprio Jesus Cristo que não muda, é o mesmo ontem, hoje e sempre.  Neste Evangelho Jesus nos exorta a não darmos aos cães as coisas santas e não atirarmos pérolas aos porcos, isto é, a ter respeito com as coisas sagradas e não pô-las a serviço dos nossos interesses. Algumas pessoas confundem os ensinamentos do Evangelho e vulgarizam a Palavra de Deus de acordo com as suas conveniências. Muitas vezes nós banalizamos as coisas de Deus e perdemos o nosso precioso tempo discutindo e medindo forças com pessoas que não têm conhecimento de Deus e querem nos influenciar e destruir a nossa fé e a nossa esperança nas promessas divinas. Devemos preservar os ensinamentos do Evangelho e desejarmos para o outro aquilo que desejaríamos também para nós.  As nossas atitudes com os nossos irmãos, as nossas ações diante dos apelos do mundo que nos acena com as coisas fáceis e ilusórias mostram se estamos realmente fazendo o itinerário do caminho que nos leva à vida. A porta estreita é a porta dos ensinamentos evangélicos, difíceis de vivenciarmos, mas que nos leva à vida eterna. O homem que tem uma vida “fácil” perde-se também com facilidade, porque coloca a sua alma naquilo que só dá prazer. Muitas vezes queremos seguir o caminho mais fácil, que nos custa menos, no entanto, é a estrada que nos leva a perdição.  A porta estreita é a vivência do amor, é o amor vivido em atos concretos. A porta larga é o egoísmo, o querer só para si esquecendo que a Lei e os Profetas consistem em amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. - Você costuma banalizar a Palavra de Deus dizendo que as coisas mudaram?- Você brinca com as coisas santas? – Você conta anedotas que vulgarizam as coisas santas - O que você faz quando as pessoas o (a) desestimulam, e questionam a ação de Deus na sua vida? – Você confia no Senhor mesmo quando todos à sua volta dizem o contrário? – Você costuma discutir as coisas de Deus com pessoas alheias ao assunto, querendo convencê-las?  

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