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07/03 – III Domingo da Quaresma

Enviado por helena em domingo, 7 março 2010Sem comentários

Reflexão Pessoal – 1ª. leitura – Êxodo 3,1-8.13-15 – “chamados a ir mais além no deserto da vida”

Moisés foi para o deserto como fugitivo porque havia cometido um crime e teve medo da punição. Deserto é lugar de solidão, de secura, de aridez, de isolamento, de fuga.  Lá no deserto, ele se acomodou e vivia pastoreando o rebanho do seu sogro. A sua vida, com certeza, devia ser insípida e sem graça. Mas, um dia, Moisés sentiu um desejo de ir mais adiante nos passos que ele dava todos aaaos diariamente.  Atravessou a linha do deserto e encontrou em outra realidade algo que lhe chamou a atenção, o atraiu e que mudou a sua vida. A história de Moisés não é muito diferente da história do homem e mulher dos nossos dias. Vivemos no deserto quando estamos cuidando de nós mesmos, em uma solidão a dois, a quatro e muitas vezes, até no meio da multidão. Cultuamos o isolamento, o não compromisso com o próximo, mesmo com aqueles que convivem conosco. Valorizamos a nossa individualidade e amargamos por isto, a solidão e a secura da nossa alma nos nossos relacionamentos. Até dentro de uma família também acontece esta realidade: cada um para si e…nem Deus para o outro.  Porém, Deus nos criou com uma necessidade muito maior da que nós próprios podemos suprir. O ser humano não se basta a si mesmo. O saciar das nossas necessidades só acontece em Deus. Dentro de cada homem e de cada mulher existe a marca de Deus, por isso, o “homem não descansa enquanto não encontra a Deus”. O desejo de Deus é como um selo que foi impresso no nosso coração por Ele mesmo. Por isso é que nós, assim como Moisés, em certo momento da nossa vida somos impelidos a ir mais adiante, além de nós mesmos para encontrarmos Aquele que faz o nosso coração arder como aquela sarça que Moisés via e que não era consumida pelo fogo. A sarça ardente é o nosso coração ardente do Amor de Deus pelo fogo do Espírito Santo.  Ao encontrar este fogo do Amor de Deus nós somos levados (as) a sair do nosso isolamento. O encontrar-se com Deus faz com que nós encontremos o nosso próximo. É o próprio Deus quem nos mostra   a necessidade e carência do nosso irmão (ã) que está perto de nós e a quem antes nós ignorávamos.  O homem que buscar a felicidade só a encontrará quando encontrar Deus e o irmão.  O chamado é pessoal. Cada um de nós é um universo, mas partindo de cada um, Deus quer recriar a unidade do todo. Cada novo dia para nós é momento de recriação.  Ser para o outro é o chamado de Deus para nós, em família, em comunidade e por onde nós andarmos.  Tirar o outro da escravidão do Egito, das mãos do FARAÓ e  enfrentar as dificuldades, quaisquer que sejam elas, é um desafio que Deus nos lança. Só o Amor de Deus nos fará cometer atos de heroísmo. Só o Amor de Deus nos fará amar o outro como a nós mesmos. O AMOR amado gera mais amor para amar. Saia do deserto dê um passo. O desejo de Deus o impelirá e você será um novo Moisés cujo nome será lembrado de geração em geração. – Você já teve essa experiência de ir além do deserto da sua vidinha? – Você já foi atraído (a) pela sarça do Espírito Santo? – O fogo o (a) desinstalou ou você ainda está preso (a) apenas à sua visão? -   Você já tem consciência de que é o Moisés na sua casa? Que você foi escolhido por Deus para tirar o seu povo da “escravidão do Egito”? Pense nisto!

 

Salmo 102 – “O Senhor é bondoso e compassivo!”

 

Ser compassivo é ser cheio de amor, portanto assim é que o Senhor é. Ser compassivo (a) é saber viver com paixão a vida que Deus nos dá. Que os nossos lábios se abram e que a nossa alma nos anime a sempre louvar a Deus pelo amor com que Ele nos ama. Que possamos em todos os momentos da nossa vida bendizer o Senhor com a nossa alma e todo o nosso ser.

 

2ª. Leitura 1 Cor. 10, 1-6.10-12 – “Cristo, ontem, hoje e sempre é o rochedo espiritual”

São Paulo nos revela uma realidade muito presente na nossa caminhada aqui na terra. Desde sempre Deus assiste o Seu povo e Jesus Cristo é o nosso rochedo espiritual desde toda a eternidade.     Assim, pois, o povo todo que atravessou o deserto teve a mesma proteção e providência de Deus para as suas necessidades. O Senhor deu a uns a mesma oportunidade que deu aos outros, mesmo assim a maior parte deles desagradou a Deus, por isso, morreram no deserto. O que significa então morrer no deserto?  A morte no deserto é uma conseqüência do nosso pecado e da nossa intransigência em permanecer escravizado por ele. Todos nós aqui também estamos atravessando o deserto da nossa vida. Não é o ato de atravessar o deserto que nos leva à morte, mas a maneira como nós o fazemos, quando conscientemente, nos afastamos do nosso rochedo espiritual que é Jesus e murmuramos, reclamamos do sofrimento, nos rebelamos e queremos escapar de algum jeito, fazendo qualquer coisa para nos livrarmos da cruz pensando que tudo podemos e que não precisamos de ninguém. A história do povo de Deus que a Bíblia nos conta nos serve então  de exemplo para a nossa peregrinação aqui na terra. Somos também aquele povo, feito da mesma matéria, temos a tendência de nos auto-proteger e achamos que as coisas ruins só podem acontecer com os outros, pois nós temos a força de superar todos os desafios. São Paulo também nos adverte: “Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair”. – Para você o que significa essa advertência de São Paulo? – Você está convencido (a) de que Deus o (a) assiste a cada momento da sua vida?O que você entende por Rochedo Espiritual?  

 

 

 

Evangelho – Lucas 13, 1-9 – “a morte pelo pecado ”

Quando as pessoas deram a notícia sobre os galileus a quem Pilatos havia matado Jesus lhes esclarece as suas dúvidas que tinham em relação à morte a que todos nós estamos sujeitos, independentemente do bem ou do mal que tivermos praticado. Porém, voltando-se novamente para eles Jesus os adverte e dá a eles um entendimento sobre a morte espiritual. A morte espiritual é a morte  da alma pelo pecado. Por isso, Jesus nos esclarece que a nossa conversão e a mudança de vida são condições para que também não morramos nos nossos pecados, isto é, espiritualmente. A “morte espiritual” é aquela em que nós perecemos por causa do pecado que nos afasta de Deus,  desarmoniza a alma impedindo-nos de dar frutos bons. Assim sendo, Ele nos conta a parábola da figueira que foi plantada no meio de uma vinha, na qual o seu proprietário procurava figos, há já três anos e nada encontrava. Aborrecido o dono da figueira manda cortá-la, porque ela estava “inutilizando a terra”.  Somos também como uma figueira que foi plantada no meio da vinha de Deus. Estamos ocupando um espaço, recebemos assistência, e há também um vinhateiro que cuida de nós com paciência de mestre, apesar disso, nós nos obstinamos em permanecer do jeito que somos e preservamos a nossa individualidade de pecadores. Jesus é o vinhateiro a quem Deus Pai entregou a Sua vinha, mas que acolhe até mesmo os que são diferentes. Cabe a cada um de nós nos deixarmos cavar, adubar, regar a fim de que possamos dar frutos de justiça e santidade, paz, amor para alimentar o mundo. O Senhor é paciente e permite a cada dia que nós assumamos o lugar e o compromisso com a Sua vinha. Deus não quer a morte do pecador, mas a sua conversão e mudança de vida. Pensamos que as coisas ruins que nos acontecem são um castigo de Deus por causa dos nossos pecados. Quando então, reconhecemos que somos culpados carregamos um fardo pesado e achamos que seremos condenados pelas nossas ações; O Senhor nos dá a chance, precisamos apenas aproveitá-la! Por outro lado, quando nos consideramos “bonzinhos ou boazinhas”,  achamos que somos injustiçados pelas coisas ruins que bateram à nossa porta.   Jesus, porém, nos exorta: se não nos convertermos, se permanecermos no erro, no pecado, na desobediência, serão também naturais as más conseqüências que sofreremos. – Qual é a visão que você tem das “desgraças” que acontecem no mundo? – Você tem conseguido perceber que conseqüências as suas ações têm trazido para a sua vida? – Quais os frutos que você tem oferecido para alimentar o povo de Deus? – Você entendeu o que é a morte espiritual?

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