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14/03 – IV Domingo da Quaresma

Enviado por helena em sábado, 13 março 2010Sem comentários

Reflexão Pessoal – 1ª. leitura – Josué 5, 9-12 – “os frutos da terra”

 

O povo que saíra do Egito guiado por Moisés chegou finalmente à terra prometida conduzido por Josué. Celebraram a Páscoa, isto é, a passagem da escravidão do Egito para a vida nova em Canaã provando dos frutos próprios da terra, pois não havia mais necessidade do maná. Agora, podiam alimentar-se do que colhiam do seu próprio cultivo. Podemos fazer uma analogia com a nossa vida humana e espiritual a partir do que tem nos alimentado a alma e o espírito. Comer dos frutos da terra poderá ser para nós o alimentarmo-nos de tudo o que a nossa humanidade tem plantado em si mesma para nos abastecer. Podemos comer frutos bons ou ruins, na medida em que deixarmos espargir dentro de nós as sementes que a Palavra de Deus põe em nossas mãos. O Senhor   sempre nos dá a boa semente para o nosso cultivo e conseqüente colheita dos frutos que saciam a nossa alma e o nosso espírito, a saber, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…”  De repente, porém, o inimigo também poderá nos oferecer a semente imprestável que pode até assemelhar-se à que Deus nos propõe e, assim, nós   estaremos sujeitos (as) conseqüentemente a comer do veneno que pode nos levar à morte. A Terra que Deus nos prometeu produz frutos bons que nos levam à santidade e à justiça, conforme estejamos abertos à semeadura do Senhor que nos faz viver a vida nova na nova terra que Ele nos prometeu. – De que você tem se alimentado nessa sua caminhada terrena? – O que o seu coração tem oferecido para que você se alimente? – A Palavra de Deus tem sido semente para você? – Quais são os frutos bons e os frutos maus que você tem provado?

Salmo 33 – “Provai e vede quão suave é o Senhor!”

 

O Senhor liberta da angústia todo aquele (a) que Nele se confia. Quem confia no Senhor e reconhece que só Ele é a Salvação pode ser chamado (a) de humilde. A humildade é o reconhecimento da verdade da nossa limitação e da santidade e justiça de Deus que é a sua misericórdia. Clame ao Senhor com confiança e serás atendido (a)!  Provai e vede que Ele cura, liberta e salva!

 

 

 

2ª. Leitura 2 Coríntios 5, 17-21 – “deixai-vos reconciliar com Deus”

 

São Paulo nos dá a chave para que sejamos novas criaturas quando nos segreda: “se alguém está em Cristo, é uma criatura nova.” O estar em Cristo significa viver segundo o Seu Evangelho assumindo uma nova mentalidade que nos propõe fazer tudo diferente ao que o mundo prega.  Jesus Cristo veio a terra nos religar ao Pai de quem provém o poder de nos transformar. Reconciliados com Deus nós podemos assumir o Senhorio de Jesus e abraçar a Salvação que Ele conquistou para nós. Jesus se fez pecado, assumiu a nossa culpa para que nele, nós nos tornemos justiça de Deus. Por isso, somos novas criaturas quando nos apropriamos da mentalidade do céu mesmo que ainda vivamos aqui na terra como embaixadores de Cristo. Recebemos então, o ministério da reconciliação para ajudar muitas outras pessoas a também deixarem-se reconciliar com Deus. Jesus é a justiça de Deus para nós porque assumiu a nossa culpa sem ser Ele culpado, só por Amor. – Você se considera um homem novo, uma mulher nova? – Você já assumiu a função de embaixador (a) de Cristo aqui na terra? – Você vive reconciliado (a) com Deus e com o próximo?

 

Evangelho – Lucas 15, 1-3.11-32 – “o abraço do Pai!”

 

Quando nos contou a Parábola do filho pródigo Jesus quis nos dar uma visão de como é o procedimento de Deus Pai para conosco.  Nós pensamos que só temos direito ao “abraço do Pai” quando fazemos tudo certinho e seguimos à risca todas as orientações que estão escritas na lei, assim como os fariseus e os mestres da Lei que criticavam Jesus. Jesus, no entanto, nos leva a descobrir que o arrependimento e a confiança que tivermos na misericórdia de Deus são o nosso passaporte para que possamos voltar à casa do Pai e por Ele sermos abraçados (as). Jesus nos mostra que o Pai está sempre de braços abertos para acolher o nosso arrependimento e, espera por nós a cada instante da nossa vida, mesmo que seja no último minuto. Nunca será tarde para nós, mesmo que muito tempo já tenha passado e que nós tenhamos acabado toda a nossa “fortuna”, isto é, a nossa intelectualidade, o nosso dinheiro, a saúde, os bens, etc… O Senhor está atento e nos espera para também dizer: “Alegrai-vos comigo!” A alegria é uma prerrogativa de quem tem o coração pacificado, purificado, arrependido. Só se sente perdoado (a) e necessitado (a) de perdão quem erra e reconhece que errou. Mesmo que como o filho mais velho nós tenhamos vivido sempre trabalhando para Deus, enquanto nos acharmos “sem defeitos” nós não nos sentiremos amados (as) porque não tivemos a oportunidade de receber o abraço do Seu perdão. – Você alguma vez já experimentou o abraço do Pai? – Você se sente como o filho mais velho ou como o filho pródigo? – Qual dos dois sentiu mais o Amor de Deus? - Quando você erra volta-se pra Deus com o coração de filho (a) ou de empregado (a)? – Qual a diferença entre ser filho (o) e ser empregado (a)? – Você acha que o filho mais velho se comportou com a mentalidade de filho ou de empregado? 

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