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DISPOSIÇÃO PARA A SANTIDADE

Enviado por helena em domingo, 14 março 2010Sem comentários

VOCAÇÃO E CURA

 

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: Ele nos abençoou com toda bênção espiritual, no céu, em Cristo. Ele nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito diante dele, no amor”. CARTA  AOS EFÉSIOS 1, 3-4

 Somos chamados por Deus a uma vocação e por meio dela a ter uma posição firme na edificação do Seu Reino aqui na terra.  No momento em que soprou sobre nós a vida,  o Deus Criador também concebeu em nós um “plano” sobre o qual seremos cobrados.   Ao longo da nossa vida nós temos a chance de encontrar a Deus e, por meio dos Seus sinais, dos fatos e acontecimentos descobrirmos o projeto que Ele idealizou para cada um de nós. A criação, a natureza, a família, a Igreja, enfim, todo o mundo está à espera da nossa iniciativa. O chamado de Deus para nós é individual e irrevogável, conseqüentemente, também insubstituível.  É um serviço a Deus que se exprime por meio do nosso “servir” ao próximo.

Não obstante, é impraticável vivenciar uma experiência vocacional para o serviço da Igreja e do mundo por meio do nosso irmão, sem antes nos conscientizarmos de que o nosso primeiro chamado é à santidade, pois, como somos feitos à imagem e semelhança de Deus, que é Santo, precisamos também ser santos. A santidade é, portanto, a nossa real vocação. 

E para que possamos descobrir a nossa real vocação, nós precisamos, primeiramente:

Descobrir a Deus e a nós mesmos (as).
Aceitarmo-nos e reconhecer os nossos valores e as nossas fraquezas.
Desvendar dentro de nós mesmos (as) o nosso ser mais profundo e verdadeiro com seus anseios e aspirações e, o projeto de Deus a respeito do nosso ente interior. 
Ser fiéis ao nosso próprio ser profundo, e fidelidade ao projeto de Deus para ele.

No entanto, para que  possamos dar passos em busca desse processo, temos que ter consciência da nossa realidade do homem “divino e pecador” e que somos como “vasos de barro” carregando “ouro”.  A nossa capacidade em ser santo (a) está na certeza de que Deus mora em nós e, portanto, o nosso ser mais profundo está em Deus e é Ele quem nos capacita.  Devemos ser fiéis a quem nós somos e à maneira como Deus nos fez. Todos nós trazemos em nós mesmos o desejo de fazer o bem e de rejeitar o mal.

 Na nossa vontade humana há um desejo inato para o Bem. Sabemos que o pecado nos persegue, porém não podemos nos acomodar no pecado e nos vícios, mas apossarmo-nos  da graça de Deus que nos quer restaurar e curar. 

 Promessas de Restauração

 “Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas:  “Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes”. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: “O zelo de tua casa me consome” (Salmo 68,10)   Perguntaram-lhe os judeus: “Que sinal nos apresentas tu, para proceder deste modo?” Respondeu-lhes Jesus: “Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias.” Os judeus replicaram: “Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?” Mas ele falava do templo do seu corpo”.  Jo 2,13-21 

 Ao expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém e depois compará-lo com a Sua Ressurreição Jesus Cristo quis nos dar a mensagem de que a qualquer momento da nossa vida, em qualquer idade e situação que estejamos sempre será tempo hábil para o nosso soerguimento e restauração.
O nosso corpo é comparável ao Templo. O nosso coração é a morada do Senhor. Para que o Templo de Deus, Igreja edificação, seja respeitado é preciso que nós, homens e mulheres, tenhamos o nosso interior restaurado, porque nós formamos a Igreja.

 No Antigo Testamento o profeta Amós também nos fala de promessas de restauração.  “Naqueles dias levantarei a cabana arruinada de Davi, repararei as suas brechas, levantarei as suas ruínas e a reconstruirei como nos dias antigos, para que herdem o que resta de Edom e de todas as nações sobre as quais o meu nome foi invocado – oráculo do Senhor que executará estas coisas”. (Amós 9, 11 ss)

Cabana arruinada somos nós, enfermos por causa das marcas da vida, por causa do pecado, mas o Senhor nos promete a restauração.
Jesus deseja que sejamos sadios em todo o nosso ser. “Ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Jesus quer nos curar e libertar e espera pelas nossas iniciativas! Muitas vezes, nós esperamos que alguém de fora, venha e ministre em nós uma oração de cura interior. No entanto, não consideramos que nós mesmos (as), diante de Deus, nos momentos da nossa oração pessoal e no Grupo de Oração ou em qualquer outro espaço,  como na adoração ao Santíssimo, na Celebração Eucarística nós poderemos apresentar a Ele o nosso coração e o nosso ser total, corpo, alma e espírito para que Ele nos cure. Com fé e confiança nós devemos nos deixar abandonar nas Mãos do Senhor para que Ele mesmo possa tomar o nosso consciente, subconsciente e também o inconsciente a fim de sejamos curados e libertados por Ele.

Para isso, Jesus está hoje, como no tempo passado, a postos e nos oferece cura e perdão. Se fizermos isto com perseverança aos poucos nós iremos receber Dele todas as curas  de que nós necessitamos. Dessa forma, poderemos ser libertos de sentimentos de ressentimento, rejeição, auto- piedade, depressão, culpa, medo, tristeza, ódio, complexo de inferioridade, auto-condenação, senso de desvalor, de perseguição e muitos outros que podem tirar de nós a marca de santidade que foi impresso do nosso ser mais profundo. Se fôssemos descrever os resultados da cura interior com apenas uma palavra, essa palavra seria paz. Precisamos de paz, por conseguinte, não podemos deixar para pedir amanhã o que carecemos, Hoje.  
Devemos nos deixar fazer esta experiência todos os dias e percebermos que a cada instante da nossa caminhada nós constataremos a vitória do nosso homem divino sobre o homem natural. Estaremos assim dando passos concretos em busca da santidade e ao mesmo tempo nos tornarmos aptos para melhor servir a Deus e ao próximo correspondendo ao nosso chamado original.

 

 

 

 

 

 

PARA REFLEXÃO PESSOAL

O QUE É PRECISO FAZER?

 1 - Preciso compreender que sou igual aos outros na minha humanidade, na minha carne. Na minha essência, no meu eu interior tenho peculiaridades distintas que são frutos da minha vivência, da minha experiência de vida.

 2 – Preciso confessar as minhas dificuldades para deixar-me ser ajudado. O Senhor usa o meu irmão para me consertar, ajustar. Deus não vai fazer nada em mim como mágica.

3 -Tudo o que Ele quer fazer em mim, leva tempo e é um processo no qual o meu irmão terá muita influência.

 4 – Conhecidos os meus motivos, minhas razões, junto com o meu irmão, eu mesmo colocarei diante do Senhor. Ele sim sabe como me curar e do que eu preciso fazer para que a cura aconteça. Sim, porque o Senhor precisa da minha adesão nesse processo. O irmão me ajudará, mas o passo quem dará sou eu. Sair de mim mesmo para  envolver-me com o outro, reconhecer, pedir, humilhar-me, tudo isto me ajudará nesta reestruturação humana e espiritual que o Senhor quer fazer em mim.

Helena Colares Serpa

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