16/03 – 3ª. feira –IV semana da quaresma
Reflexão Pessoal - Ezequiel 47, 1-9.12 – “o rio de água viva”
As águas que jorravam do lado direito do templo, nos levam a meditar sobre a água e o sangue que brotaram do lado direito de Jesus, na Cruz, na hora da Sua Morte, quando Ele entregou ao Pai o Seu Espírito, para que fosse derramado sobre a humanidade. A obra de Deus é espiritual, e por isso, Ele usa das coisas visíveis com o intuito de nos instruir em relação às coisas invisíveis. Portanto, todas as vezes em que nós ouvimos falar de cidades, de rios, de árvores, de plantas, de frutos, isto é, coisas da nossa vivência humana, nós podemos atribuí-las ao que possuímos no interior do nosso ser. Podemos dizer que o rio de água viva é o rio do Espírito Santo que nos banha com suas bênçãos. Na medida em que caminhamos e mergulhamos Nele coisas novas vão acontecendo na nossa vida. Chega a um ponto em que não podemos ficar somente imergindo,
mas, teremos que nadar, isto é, de sair de nós mesmos. O homem, repleto do Espírito, é como uma árvore plantada à margem das águas dará sempre bons frutos. Os frutos são as nossas ações, reações e sentimentos que nos levam a ter uma vida transformada levando saúde e paz por onde passamos. As nossas atitudes concretas de amor são frutos que jamais se acabarão e servirão de alimento e as nossas folhas serão remédio para todos os que necessitarem. – Você já se sente envolvido (a) pelas águas do Espírito Santo que Jesus derramou na Cruz? – Os seus frutos já servem de alimento e suas folhas, de remédio para alguém? – As suas ações são atitudes de quem está perto das águas ou plantada no deserto seco?
Salmo 45 – “Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó!”
Nós somos a morada do Altíssimo. Quem poderá nos abalar? O Senhor está no meio de nós, por isso pode a terra estremecer e os montes desabarem nos mares, conosco está o Senhor do universo. Ele é o nosso refúgio e vigor, portanto, contemplemos os Seus prodígios e a obra que Ele faz em cada um de nós.
Evangelho – João 5, 1-16 – “pega na tua cama e anda ”
A cama prende, paralisa, acomoda e nos imped
e de sair em busca de tudo quanto Deus há preparado para o nosso bem. A cama aqui tem um sentido de apatia e inércia, atitudes que nos levam a esperar pelos outros, mesmo que o imprescindível para nós esteja bem perto, ao nosso alcance. O homem do Evangelho de hoje, esperava por ajuda há trinta e oito anos e continuava na mesma. Jesus veio sacudi-lo e questionar a sua inércia. Na maior parte do tempo nós também vivemos “deitados (as)” nos nossos problemas e dificuldades, acomodados (as) e imóveis, somente vendo as coisas “boas” acontecerem com as outras pessoas. A água está bem pertinho de nós, no entanto, não saímos de nós mesmos (as) nem mesmo para pedir a ajuda de alguém que nos possa levar até onde ela está e ficamos esperando que venham ao nosso encontro. Na nossa concepção humana e imperfeita há sempre “um culpado” pela nossa “desventura”! Por que não saímos do lugar? Jesus, hoje, também nos questiona: “Queres ficar curado?” Às vezes, nem sabemos o que queremos e também nos maldizemos: “Não tenho ninguém que me leve”! Esta desculpa faz parte do nosso rosário de lamentações quando ficamos esperando o socorro de alguém que nunca chega. Jesus se aproxima de nós como fez com o paralítico, e nos ordena: “Levanta-te, pega na tua cama e anda!” Pegar na cama é fazer a nossa parte, não ficar parado, somente esperando e pondo a culpa nas outras pessoas achando que vida boa é sempre a dos outros. Nós murmuramos, criticamos os outros e nos maldizemos, porém nem notamos quando, muitas vezes, vem um anjo nos alertar e mexer na água que está dentro do nosso coração, por isso, continuamos na mesmice. Não percebemos a hora da graça quando Jesus, se aproxima de nós e nos alerta e incentiva para que demos o passo decisivo. Precisamos ter consciência de que é o próprio Jesus quem se achega a nós nos momentos de oração e adoração e nos leva até à piscina do Espírito Santo para nos lavar e purificar. Ao homem que ficou curado Jesus recomendou: “Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior” O pecado é o que nos paralisa e nos deixa presos a nós mesmos (as). Precisamos, pois, dar o passo para pedir e acolher o perdão de Deus com verdadeiro arrependimento e bons propósitos. Para isto, nós não precisamos da ajuda de ninguém, mas somente de boa vontade. – Há quanto tempo você está parado (a) perto da piscina da graça do Espírito Santo? – Por quem você está esperando para aproximar-se do banquete que Jesus uer oferecer-lhe? – Por que você não se levanta pega a sua cama (sua vida) e segue a Jesus? – Você se sente como um cego, um coxo ou um paralítico?
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