Comunidade, obra nova no Espírito Santo
Posted by helena on jun 14, 2011 in Destaques, Deus e o Mundo, Formação | 0 commentsVIVENDO O PARAISO NA TERRA
Deus nos reúne em Comunidade para nos formar e nos ensinar a viver bem a vida que Ele nos deu. Assim Ele deseja resgatar em nós a consciência de que fomos criados por Amor e para o Amor. Jesus Cristo veio ao mundo para religar o homem ao seu Criador e nos dá novamente condição para que nós tenhamos intimidade com o Pai, assim como Adão e Eva quando viveram no Paraíso. Se fizermos o exercício de mergulharmos dentro de nós mesmos (as) para encontrar a nossa origem e o desígnio de Deus para nós, com certeza iremos localizar o ponto decisivo de onde devemos partir para percorrer um itinerário da vida nova que Cristo conquistou para que a vivamos. Às vezes, esquecemo-nos do Paraíso de quando tínhamos intimidade com Deus e por isso, perdemos a harmonia conosco e com o nosso próximo. Ficamos sempre parados (as) diante dos nossos pecados, da nossa fraqueza, da nossa nudez, olhando também para o pecado, a fraqueza e a nudez dos nossos irmãos e em consequência, não progredimos nos nossos relacionamentos.
Viver o Paraíso é um estado de espírito que retrata para nós o Reino dos céus, obra nova que Jesus veio inaugurar aqui na terra e que tem como Referencial Ele próprio, Deus feito homem como nós. Assim, nunca poderemos dizer que não conseguiremos imitá-Lo, porque somos pecadores. Isto é conversa do passado quando vivíamos nas trevas.
O Senhor diz para nós através do profeta Isaías 43, 18-19 “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?”
“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (II Cor. 5,17)
ACOLHIMENTO – O COMEÇO DE TUDO
A partir de nós mesmos (as), de como somos e de como fomos formados (as) o Senhor nos dá a chave para encontrarmos esse ponto crucial e decisivo para empreendermos a nossa caminhada. Ele nos reuniu em Comunidade a fim de nos instruir e orientar nos dando dicas do bom relacionamento em família.
Partindo do nosso corpo material, visível, nós podemos perceber que fomos feitos por Deus, homem/mulher com olhos, ouvidos, boca, braços, mãos, pernas e pés com um propósito bem compreensível: o de podermos nos acolher, nos comunicar e nos relacionar uns com os outros e conosco também. Se tivéssemos sido feitos para nós mesmos (as), com certeza o nosso molde teria sido outro.
Todo o nosso corpo tem expressão acolhedora:
Assim sendo, o acolhimento é o primeiro passo para que nós vivamos o paraíso perdido.

Com os nossos olhos nós admiramos as pessoas, damos a elas atenção, percebemos a sua existência. “ O olho é a luz do corpo” (Mat 6,22) “Bem aventurados os vossos olhos, porque vêem!” (Mt 13, 16ª)
Os nossos ouvidos foram feitos para que, ouvindo, pudéssemos compreender, assimilar e apreender as razões e os motivos das pessoas que convivem conosco. “Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!” (Mat 13,16b)

A nossa boca é a expressão daquilo que se passa dentro no nosso coração e é uma arma poderosa que nós podemos usar para formar unidade, através do diálogo, das explicações, do perdão, assim como também do beijo e do sorriso que apaga uma multidão de “mal entendidos”.
“Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem.” (Efésios 4,29)
Com os braços nós abrigamos, suportamos, perdoamos, além do que é óbvio, abraçamos, acolhemos e aconchegamos.

As nossas mãos providenciam, acariciam, amparam, trabalham em função do outro.
Ganhamos as pernas para ir ao encontro do outro, para sair do lugar, para ir à busca de quem se afastou de nós.
Mas, imaginou se tivéssemos pernas e não nos tivesse sido concedido os pés?

Os pés nos sustentam na caminhada, enfrentam a dureza da marcha em busca da reconciliação e nos fazem levar a mensagem da paz. “Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade.” (Isaías 52, 7ª)
Num sentido figurado podemos abranger o nosso corpo como um instrumento musical que Deus inventou tocando uma nota só (acolher) e que precisa de outros instrumentos para executar a melodia composta também por Ele: a sinfonia do Amor.

Porém, como acolher os outros, se não conseguimos nos acolher a nós mesmos (as)? Este é o ponto nevrálgico, e é onde se encontra a chave do segredo. Precisamos descobrir qual é a nota que nós devemos tocar na Sinfonia do Amor. Só nós podemos executá-la, ela é exclusiva do nosso diapasão. Temos o nosso valor absoluto, a nossa nota diante de Deus. Fomos criados (as) para conquistar a terra e nela, sermos imagem e semelhança do Pai, portanto, precisamos nos conhecer a nós mesmos (as) à Luz de Deus.

PARA UMA REFLEXÃO PESSOAL
Como está a minha visão em relação a mim mesmo (a))?
Preciso descobrir o que eu mesmo (a) penso de mim, para chegar ao que Deus quer que eu seja. – Quais os minhas aptidões? – O que me causa alegria? – Quais as minhas tendências? – Estou sendo realmente aquele (a) que Deus criou? – Eu me aceito assim como sou? – O que há de mais belo em mim? – Como me sinto feliz, realizado (a)? – Qual é a minha parte, o que a mim compete? – Nasci e vivo, para que? Espero o que, e em quem?

Com a ajuda do Espírito Santo e, em oração, você poderá descobrir coisas maravilhosas a seu respeito, mistérios que só Deus conhece poderão lhe ser desvendados!

