Exercício da Misericórdia em família
Posted by helena on jul 29, 2011 in Destaques, Deus e o Mundo, Formação | 0 commentsEVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS 6,36-38
“Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço, medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” Palavra da Salvação!
MEDITAÇÃO
Jesus Cristo veio ao mundo a fim de revelar ao homem o projeto do Pai a seu respeito. Cada palavra, cada orientação, cada afirmação que Jesus deixou para nós tem como objetivo a felicidade de cada homem e de cada mulher criados à imagem e semelhança do Pai. Antes do pecado o homem vivia em harmonia com o Pai, gozava da Sua intimidade e naturalmente desfrutava de Sua plenitude, sem esforço, sem sacrifício, sem luta. O pecado interrompeu a espontaneidade da amizade do homem com Deus e por isso Jesus veio ao mundo: para religar o homem a Deus. Através da sua Paixão, Morte e Ressurreição Ele reconquistou para nós o direito da filiação divina. Mesmo assim o homem continua um ser pecador e por isso Jesus veio dar-lhe “dicas” que o farão apossar-se da Sua vitória, na Cruz. O homem apesar de pecador possui armas poderosas para lutar contra o pecado e sair vitorioso na conquista da sua felicidade. A vitória de Jesus se manifesta na nossa vida principalmente nos nossos relacionamentos. Só somos felizes, só vivemos em paz quando há harmonia nos nossos relacionamentos. E é primeiramente, na família, que se concretiza o projeto de felicidade para nós, filhos de Deus, adotados por Jesus Cristo.
JESUS NOS ENSINA A SERMOS MISERICORDIOSOS, PRINCIPALMENTE EM FAMÍLIA!

1 – Não julgar – todo julgamento é uma suposição. Nenhum de nós sabe exatamente o que se passa no coração do outro. Não sabemos das suas motivações interiores, não sabemos dos seus conflitos, seus traumas, suas marcas. Quando Jesus nos deixou esta recomendação Ele sabia que, por causa dos nossos julgamentos errados iríamos nos ferir nos magoar, e isto, seria um empecilho para vivermos o amor que é o maior mandamento para a nossa felicidade.

2 – Não condenar – Jesus nunca condenou. Ele viveu no meio dos pecadores, acolheu a mulher adúltera, visitou a casa de um ladrão, conviveu com a ralé. Tinha conhecimento dos pecados de todos eles e nem por isso os condenou. E o que é mais importante: pela Sua misericórdia todos eles reconheceram-se pecadores, se arrependeram e se converteram. Jesus sempre deu a chance e a oportunidade para que um pecador voltasse atrás e se reconciliasse. Na família nós precisamos dar chance a quem erra. Ninguém erra porque quer. Todos nós queremos acertar. A paciência e a tolerância são frutos do Espírito Santo que recebemos do Pai.

3 – Perdoar – Jesus ensinou e viveu o perdão. Na Cruz Ele foi bem claro: “Pai perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”. Quando nós ferimos alguém com palavras e ações, não temos, muitas vezes, a noção da devastação que a nossa ação ou as nossas palavras farão no seu coração. Agredimos, ferimos, pisamos e na maioria das vezes nos arrependemos, mas não temos coragem de pedir perdão. Da mesma forma quando somos feridos, temos dificuldade de perdoar porque nunca avaliamos que o outro tenha feito algo sem pensar, sem medir.

A família é o lugar do perdão. É o sacrário da Misericórdia divina. É o lugar por excelência para exercitarmos o mandado de Jesus, que diz: “Sede misericordiosos”. Viver a misericórdia é acolher a miséria do outro. O Pai é misericordioso porque conhece a nossa miséria e acolhe a nossa miséria com o Seu Coração. Se, somos filhos do Pai, se somos irmãos de Jesus Cristo, e temos a força e o poder do Espírito Santo, podemos também viver na família a misericórdia divina, porque conhecemos cada pessoa da nossa casa, e sabemos que todos, somos miseráveis, portanto, necessitados de perdão. Se, não julgamos, também não seremos julgados! Se, não condenamos, não seremos condenados. Se, perdoamos, seremos perdoados. Recebemos o que damos. Tudo será conseqüência da nossa opção. A mesma medida que usamos nos nossos relacionamentos da terra é a medida que o Pai do céu usa no Seu relacionamento conosco. É Ele quem nos dá, na mesma intensidade que damos ao outro, o perdão, a paz, a serenidade, o entendimento, a intimidade.
REFLITA
1 – Escolha uma palavra que defina o tipo de relacionamento que você vive hoje, na sua família: indiferença, compreensão, participação, aceitação, comprometimento, ajuda, intolerância, rebeldia.
2 – Como é o seu dia a dia na sua família. Conte como sãos os seus hábitos diários.
